<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068</id><updated>2011-04-21T19:57:29.926-07:00</updated><title type='text'>Fi-lo Canto de Sophia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-8068275885300657308</id><published>2009-03-18T05:14:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T05:29:19.310-07:00</updated><title type='text'>Inesperada, encarei-o pedindo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/ScDmW4oTmzI/AAAAAAAAADE/KTHHumY0X08/s1600-h/amor+e+desamor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 239px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/ScDmW4oTmzI/AAAAAAAAADE/KTHHumY0X08/s320/amor+e+desamor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314500841130138418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acho que Caio Fernando me entende, certamente me entende !!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inesperada, encarou-o pedindo&lt;/span&gt;. Dentro do ônibus que corria para um destino com a segurança dos que sabem para onde vão, e&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;la de repente se assumiu em fêmea e simplesmente pediu&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Seu primeiro movimento veio marcado de espanto, pois que pedia pura, motivada apenas pelo desejo de receber.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Depois adentrou em si, recusando, negando a solicitação&lt;/span&gt; no Ônibus superlotado de fim de tarde -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e, no entanto ainda pedia, mas dissimulada, tomando-se pouco apouco cínica na maneira esquiva de olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espiou pela janela, curvando-se um pouco, quase a tocá-lo. A natureza de fora do ônibus escorria cinzenta, meio amorfa, desfeita em tons que não chegavam a se afirmar em cores. Dentro, escorria também, sem conseguir a nitidez de qualquer palavra. Subira no ônibus tão despreparada, disse baixinho, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;procurando encontrar a exclamação que não existia&lt;/span&gt;. E súbito, o homem estava ali. De óculos, entradas fundas no cabelo, olhando perdido pela janela. Era bonito? Sacudiu a cabeça em negativa de indecisão, como explicar, como formular que ele apenas era, sem adjetivos, era, estava sendo, embora sem saber, sem esforço algum -era. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E ela pedia. Quebrava-se toda por dentro num movimento entre pudor e medo,&lt;/span&gt; voltando a cabeça para espiá-lo a seu lado, as mãos postas em repouso sobre as calças beges claro. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ah como doía solicitar tanto e ir-se tornando cada vez mais lúcida dessa solicitação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tentou voltar ao primeiro susto, mas percebeu que este jamais se bastaria em si. Era o desassustado começo do medo e o resto se faria caminhada lenta de olhar para trás, para os lados, a ver se não estava sendo vigiada. Impossível, pois, voltar ao impacto primeiro, que era um nada de exigência não-doída porque desconhecia a si mesma. A compreensão que atingindo, doía. Nesse doer, ela começava a soer, imprecisa e vaga. Suspirou ajeitando os cabelos que prendera na nuca, preguiçosa de pentear-se porque não previra o encontro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Impassível, o homem ao lado. E já não mais era capaz de defini-lo: ele se transformara no que ela sentia. &lt;/span&gt;Ia além dessa compreensão, percebendo sábia que o seu sentir era tão dentro -e vago como as coisas interiores -que ela não poderia jamais o saber o em lucidez completa. Conseguia adivinhar o externo, nas o interno se perdia indefinido em sombras. O ônibus escorria no asfalto, o tempo escorria no relógio. Tudo ia em frente, ela se comprimindo cada vez com mais ardor. Ultrapassara o susto mas, temerosa de sofrer por amor, caíra na paixão. Absurda e mexicana e encerrada em si e independente do que a despertara: paixão. Pelo homem que era o objeto mais à não, com a mesma intensidade com que amaria o único coqueiro da ilha onde estivesse náufraga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De repente, se alguém a olhasse, ela perturbaria com sua turgidez ampla de fêmea em ritual de amor. Os olhos se haviam agradado, a boca fremia num aparente mistério, porque jamais alguém conseguiria compreendê-la ou aceita-la em sua quase obscenidade. Ela avançara rápido demais, e agora já não cabia dentro de si. Perdera-se completamente, os lábios mordidos e o frio do suor nas palmas das mãos a complicavam ainda mais.&lt;/span&gt; Irritava-se com as pequenas coisas que tentavam afastá-la de sua danação –a peruca loira da mulher em frente, os solavancos do ônibus, o vento que entrava pela janela aberta. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Então quase odiava o que não contribuía para o amor desesperado gritando dentro dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que o ônibus parou e ela desceu. Não sabia se antes ou depois ou no lugar exato onde devia. Não sabia ainda se fugira ou se aceitara. Um carro passou, molhando-a da água da chuva que caíra à tarde. Era noite. Assoou o nariz. Esbarravam nela, o choque fazendo-a enrijecer-se numa tentativa de decifração. O ônibus ia longe, dobrando a esquina, a silhueta do homem confundida com as outras, não conseguia mais ligar os pensamentos, recordar em que caíra, e como caíra, e porque caíra. Enveredou lenta pela galeria, alcançou a escada rolante. Foi no meio da subida, o espelho refletindo seu rosto, que ela descobriu um ponto branco latejando vivo num lugar desconhecido. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Preciso cortar os cabelos, pensou sem compreender. Ou sem querer compreender. Ou sem querer, apenas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;(Caio Fernando Abreu)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-8068275885300657308?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/8068275885300657308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=8068275885300657308' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/8068275885300657308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/8068275885300657308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2009/03/inesperada-encarei-o-pedindo.html' title='Inesperada, encarei-o pedindo.'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/ScDmW4oTmzI/AAAAAAAAADE/KTHHumY0X08/s72-c/amor+e+desamor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-3585403425866091721</id><published>2009-02-07T16:48:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T03:06:43.481-08:00</updated><title type='text'>Viajando ...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SY4r_zSGHRI/AAAAAAAAACk/_gyJo_4ezVU/s1600-h/viajando.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 224px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SY4r_zSGHRI/AAAAAAAAACk/_gyJo_4ezVU/s320/viajando.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300222186559511826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado ... isso ja estava claro pra mim , estou aqui  em movimento, caminhando ... eu falava isso inclusive quando me chamavam de estrangeira em Caxias do Sul ... claro que sou estrangeira aqui e em qualquer outro lugar . No entanto, a minha história com " mein lieber"  acabou me acomodando de um jeito estranho ... é como se eu quizesse que isso fosse um "fim", e que sem graça seria se realmente assim o fosse, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu ruminava , de coração apertado, o fim dessa história, me veio a carta de  Osho , " viajando" .&lt;br /&gt;Poxa, meu Deus , como tu és bom comigo!!&lt;br /&gt;É claro que " mein Lieber " foi uma companhia agradável num bom trecho da caminhada , mas , a caminhada continua , graças ao bom Pai!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: lucida grande; font-style: italic; text-align: justify;" class="text"&gt;   &lt;p&gt;A vida é uma continuidade, sempre e sempre. Não existe um destino final ao qual ela esteja se dirigindo. Apenas a peregrinação, apenas a viagem em si já é a vida, não o chegar a algum ponto, a alguma meta -- apenas dançar e estar em peregrinação, movendo-se alegremente sem se preocupar com nenhum ponto de chegada.&lt;br /&gt;O que você fará depois que chegar a um destino? Ninguém nunca fez esta pergunta porque todo mundo está empenhado em ter alguma meta na vida. Porém, as implicações disso...&lt;br /&gt;Se você atingir de fato o destino final da vida, o que vem depois? Você irá parecer muito desapontado! Não haverá lugar aonde ir... você já alcançou o ponto de destino... -- e ao longo da viagem deixou escapar tudo. Era preciso deixar passar! Então, nu e plantado no ponto de chegada, você ficará olhando em volta como um idiota: qual era mesmo o propósito disso tudo...? Você esteve se apressando tanto, preocupando-se tanto, e este é o resultado final.&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;b&gt;Osho&lt;/b&gt; Rinzai: Master of the Irrational Chapter 7&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: lucida grande; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Comentário:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: lucida grande; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;A pequenina figura que se desloca pela trilha que corta esta bela paisagem, não está preocupada em chegar a qualquer destino. Ele, ou ela, sabe que a viagem é a própria meta, que a peregrinação em si é o santuário. Cada passo no caminho é importante por si mesmo.&lt;br /&gt;Quando esta carta aparece numa leitura, indica um tempo de movimento e mudança. Pode ser um deslocamento físico de um lugar para o próximo, ou um movimento interior de uma maneira de ser para outra. Qualquer que seja o caso, porém, esta carta assegura que a mudança será fácil, e que trará um sentimento de aventura e de crescimento; não há nenhuma necessidade de se esforçar nem de planejar em demasia. Esta carta da "Viagem" também nos lembra de que devemos aceitar e acolher o novo, exatamente como acontece quando viajamos para um outro país, com uma cultura e um ambiente diferentes daqueles a que estamos acostumados. Esta atitude de abertura e de aceitação estimula o surgimento de novos amigos e de novas experiências na nossa vida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: lucida grande; font-style: italic;" href="http://www.osho.com/copyright.cfm"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Copyright © 2009 Osho International Foundation&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vou eu , adiante ..., lembrando o que Paulinha sempre diz : caiu ? levanta, sacode a poeira , e bola pra frente !! ( e ela diz que foi mamãe quem ensinou, rs )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes uma expectativa nos paralisa, nos engessa, nos torna míopes.&lt;br /&gt;Mas, não deve ser assim.&lt;br /&gt;Vambora !! Porque a vida   continuamente  nos apresenta  novos desafios.&lt;br /&gt;Enquanto vamos cumprindo nossas etapas e vencendo aprendizados , continuamos sempre nos deparando com coisas novas.&lt;br /&gt;Que bom que é  assim !!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 51);font-family:tahoma;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-3585403425866091721?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/3585403425866091721/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=3585403425866091721' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/3585403425866091721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/3585403425866091721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2009/02/engracado.html' title='Viajando ...'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SY4r_zSGHRI/AAAAAAAAACk/_gyJo_4ezVU/s72-c/viajando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-3935575746678676649</id><published>2009-01-23T08:29:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T11:37:00.563-08:00</updated><title type='text'>Eu tenho um dragão ... tive , não sei ... acho que tenho, mas ele fugiu . Ainda tenho queimaduras por te-lo enfurecido ....</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SXnyovKBV3I/AAAAAAAAACE/XTOXgU4RUI0/s1600-h/a+menina+e+o+drag%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SXnyovKBV3I/AAAAAAAAACE/XTOXgU4RUI0/s320/a+menina+e+o+drag%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294529618617915250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Relendo o texto "Os dragões não conhecem o paraíso"de Caio Fernando Abreu consegui me enxergar  melhor ...  vejo hoje que eu tive um dragão em minha casa e .. só consegui percebe-lo depois que partiu . O silencio e o vazio após sua saída me fizeram notar a proporção da sua  presença. estranho isso , né ? Pois é , foi justo como Caio Fernando também se sentiu. E ele diz : &lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;"Quando penso desse jeito , enumero proposições  como : a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz a navegar com um mínimo de dor. Essas coisas todas que decidimos fazer ou nos tornar quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Assim estou eu, aqui  . ja nem sei se posso ainda sonhar , mas quero continuar ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me vem a história do dragão de Caio Fernando :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Queria tanto saber dizer Era uma vez. Ainda não consigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Mas preciso começar de alguma forma. E esta, enfim, sem começar propriamente, assim confuso, disperso, monocórdio, me parece um jeito tão bom ou mau quanto qualquer outro de começar uma história. Principalmente se for uma história de dragões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Gosto de dizer tenho um dragão que mora comigo, embora não seja verdade. Como eu dizia, um dragão jamais pertence a, nem mora com alguém. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja unicórnio, salamandra, harpia, elfo, hamadríade, sereia ou ogro. Duvido que um dragão conviva melhor com esses seres mitológicos, mais semelhantes à natureza dele, do que com um ser humano. Não que sejam insociáveis. Pelo contrário, às vezes um dragão sabe ser gentil e submisso como uma gueixa. Apenas, eles não dividem seus hábitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem. Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, às três ou às onze da noite, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro, mas é mais previsível entre sete e nove da manhã, pois essa é a hora dos dragões) sempre batem a cauda três vezes, como se tivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja essa a sua maneira desajeitada de dizer, como costumo dizer agora, ao despertar - que seja doce.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Mas no tempo em que vivia comigo, eu tentava - digamos - adaptá-lo às circunstâncias. Dizia por favor, tente compreender, querido, os vizinho banais do andar de baixo já reclamaram da sua cauda batendo no chão ontem às quatro da madrugada. O bebê acordou, disseram, não deixou ninguém mais dormir. Além disso, quando você desperta na sala, as plantas ficam todas queimadas pelo seu fogo. E, quanto você desperta no quarto, aquela pilha de livros vira cinzas na minha cabeceira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Ele não prometia corrigir-se. E eu sei muito bem como tudo isso parece ridículo. Um dragão nunca acha que está errado. Na verdade, jamais está. Tudo que faz, e que pode parecer perigoso, excêntrico ou no mínimo mal-educado para um humano igual a mim, é apenas parte dessa estranha natureza dos dragões. Na manhã, na tarde ou na noite seguintes, quanto ele despertasse outra vez, novamente os vizinhos reclamariam e as prímulas amarelas e as begônias roxas e verdes, e Kafka, Salinger, Pessoa, Clarice e Borges a cada dia ficariam mais esturricados. Até que, naquele apartamento, restássemos eu e ele entre as cinzas. Cinzas são como sedas para um dragão, nunca para um humano, porque a nós lembra destruição e morte, não prazer. Eles trafegam impunes, deliciados, no limiar entre essa zona oculta e a mais mundana. O que não podemos compreender, ou pelo menos aceitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Além de tudo: eu não o via. Os dragões são invisíveis, você sabe. Sabe? Eu não sabia. Isso é tão lento, tão delicado de contar - você ainda tem paciência? Certo, muito lógico você querer saber como, afinal, eu tinha tanta certeza da existência dele, se afirmo que não o via. Caso você dissesse isso, ele riria. Se, como os homens e as hienas, os dragões tivessem o dom ambíguo do riso. Você o acharia talvez irônico, mas ele estaria impassível quanto perguntasse assim: mas então você só acredita naquilo que vê? Se você dissesse sim, ele falaria em unicórnios, salamandras, harpias, hamadríades, sereias e ogros. Talvez em fadas também, orixás quem sabe? Ou átomos, buracos negros, anãs brancas, quasars e protozoários. E diria, com aquele ar levemente pedante: "Quem só acredita no visível tem um mundo muito pequeno. Os dragões não cabem nesses pequenos mundos de paredes invioláveis para o que não é visível".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Ele gostava tanto dessas palavras que começam com in - invisível, inviolável, incompreensível -, que querem dizer o contrário do que deveriam. Ele próprio era inteiro o oposto do que deveria ser. A tal ponto que, quando o percebia intratável, para usar uma palavra que ele gostaria, suspeitava-o ao contrário: molhado de carinho. Pensava às vezes em tratá-lo dessa forma, pelo avesso, para que fôssemos mais felizes juntos. Nunca me atrevi. E, agora que se foi, é tarde demais para tentar requintadas harmonias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Ele cheirava a hortelã e alecrim. Eu acreditava na sua existência por esse cheiro verde de ervas esmagadas dentro das duas palmas das mãos. Havia outros sinais, outros augúrios. Mas quero me deter um pouco nestes, nos cheiros, antes de continuar. Não acredite se alguém, mesmo alguém que não tenha um mundo pequeno, disser que os dragões cheiram a cavalos depois de uma corrida, ou a cachorros das ruas depois da chuva. A quartos fechados, mofo, frutas podres, peixe morto e maresia - nunca foi esse o cheiro dos dragões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;A hortelã e alecrim, eles cheiram. Quando chegava, o apartamento inteiro ficava impregnado desse perfume. Até os vizinhos, aqueles do andar de baixo, perguntavam se eu andava usando incenso ou defumação. Bem, a mulher perguntava. Ela tinha uns olhos azuis inocentes. O marido não dizia nada, sequer me cumprimentava. Acho que pensava que era uma dessas ervas de índio que as pessoas costumam fumar quando moram em apartamentos, ouvindo música muito alto. A mulher dizia que o bebê dormia melhor quando esse cheiro começava a descer pelas escadas, mais forte de tardezinha, e que o bebê sorria, parecendo sonhar. Sem dizer nada, eu sabia que o bebê sonhava com dragões, unicórnios ou salamandras, esse era um jeito do seu mundo ir-se tornando aos poucos mais largo. Mas os bebês costumam esquecer dessas coisas quanto deixam de ser bebês, embora possuam a estranha facilidade de ver dragões - coisa que só os mundos muito largos conseguem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Eu aprendi o jeito de perceber quando o dragão estava a meu lado. Certa vez, descemos juntos pelo elevador com aquela mulher de olhos-azuis-inocentes e seu bebê, que também tinha olhos-azuis-inocentes. O bebê olhou o tempo todo para onde estava o dragão. Os dragões param sempre do lado esquerdo das pessoas, para conversar direto com o coração. O ar a meu lado ficou leve, de uma coloração vagamente púrpura. Sinal que ele estava feliz. Ele, o dragão, e também o bebê, e eu, e a mulher, e a japonesa que subiu no sexto andar, e um rapaz de barba no terceiro. Sorríamos suaves, meio tolos, descendo juntos pelo elevador numa tarde que lembro de abril - esse é o mês dos dragões - dentro daquele clima de eternidade fluida que apenas os dragões, mas só às vezes, sabem transmitir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Por situações como essa, eu o amava. E o amo ainda, quem sabe mesmo agora, quem sabe mesmo sem saber direito o significado exato dessa palavra seca - amor. Se não o tempo todo, pelo menos quanto lembro de momentos assim. Infelizmente, raros. A aspereza e avesso parecem ser mais constantes na natureza dos dragões do que a leveza e o direito. Mas queria falar de antes do cheiro. Havia outros sinais, já disse. Vagos, todos eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Nos dias que antecediam a sua chegada, eu acordava no meio da noite, o coração disparado. As palmas das mãos suavam frio. Sem saber porque, nas manhãs seguintes, compulsivamente eu começava a comprar flores, limpar a casa, ir ao supermercado e à feira para encher o apartamento de rosas e palmas e morangos daqueles bem gordos e cachos de uvas reluzentes e berinjelas luzidias (os dragões, descobri depois, adoram contemplar berinjelas) que eu mesmo não conseguia comer. Arrumava em pratos, pelos cantos, com flores e velas e fitas, para que os espaços ficassem mais bonito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Como uma fome, me dava. Mas uma fome de ver, não de comer. Sentava na sala toda arrumada, tapete escovado, cortinas lavadas, cestas de frutas, vasos de flores - acendia um cigarro e ficava mastigando com os olhos a beleza das coisas limpas, ordenadas, sem conseguir comer nada com a boca, faminto de ver. À medida que a casa ficava mais bonita, eu me tornava cada vez mais feio, mais magro, olheiras fundas, faces encovadas. Porque não conseguia dormir nem comer, à espera dele. Agora, agora vou ser feliz, pensava o tempo todo numa certeza histérica. Até que aquele cheiro de alecrim, de hortelã, começasse a ficar mais forte, para então, um dia, escorregar que nem brisa por baixo da porta e se instalar devagarzinho no corredor de entrada, no sofá da sala, no banheiro, na minha cama. Ele tinha chegado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Esses ritmos, só descobri aos poucos. Mesmo o cheiro de hortelã e alecrim, descobri que era exatamente esse quando encontrei certas ervas numa barraca de feira. Meu coração disparou, imaginei que ele estivesse por perto. Fui seguindo o cheiro, até me curvar sobre o tabuleiro para perceber: eram dois maços verdes, a hortelã de folhinhas miúdas, o alecrim de hastes compridas com folhas que pareciam espinhos, mas não feriam. Pergunte o nome, o homem disse, eu não esqueci. Por pura vertigem, nos dias seguintes repetia quanto sentia saudade: alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Antes, antes ainda, o pressentimento de sua visita trazia unicamente ansiedade, taquicardias, aflição, unhas roídas. Não era bom. Eu não conseguia trabalhar, ira ao cinema, ler ou afundar em qualquer outra dessas ocupações banais que as pessoas como eu têm quando vivem. Só conseguia pensar em coisas bonitas para a casa, e em ficar bonito eu mesmo para encontrá-lo. A ansiedade era tanta que eu enfeiava, à medida que os dias passavam. E, quando ele enfim chegava, eu nunca tinha estado tão feio. Os dragões não perdoam a feiúra. Menos ainda a daqueles que honram com sua rara visita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Depois que ele vinha, o bonito da casa contrastando com o feio do meu corpo, tudo aos poucos começava a desabar. Feito dor, não alegria. Agora agora agora vou ser feliz, eu repetia: agora agora agora. E forçava os olhos pelos cantos de prata esverdeadas, luz fugidia, a ponta em seta de sua cauda pela fresta de alguma porta ou fumaça de suas narinas, sempre mau, e a fumaça, negra. Naqueles dias, enlouquecia cada vez mais, querendo agora já urgente ser feliz. Percebendo minha ânsia, ele tornava-se cada vez mais remoto. Ausentava-se, retirava-se, fingia partir. Rarefazia seu cheiro de ervas até que não passasse de uma suspeita verde no ar. Eu respirava mais fundo, perdia o fôlego no esforço de percebê-lo, dias após dia, enquanto flores e frutas apodreciam nos vasos, nos cestos, nos cantos. Aquelas mosquinhas negras miúdas esvoaçavam em volta delas, agourentas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Tudo apodrecia mais e mais, sem que eu percebesse, doído do impossível que era tê-lo. Atento somente à minha dor, que apodrecia também, cheirava mal. Então algum dos vizinhos batia à porta para saber se eu tinha morrido e sim, eu queria dizer, estou apodrecendo lentamente, cheirando mal como as pessoas banais ou não cheiram quando morrem, à espera de uma felicidade que não chega nunca. Ele não compreenderia. Eu não compreendia, naqueles dias - você compreende?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Os dragões, já disse, não suportam a feiúra. Ele partia quando aquele cheiro de frutas e flores e, pior que tudo, de emoções apodrecidas tornava-se insuportável. Igual e confundido ao cheiro da minha felicidade que, desta e mais uma vez, ele não trouxera. Dormindo ou acordado, eu recebia sua partida como um súbito soco no peito. Então olhava para cima, para os lados, à procura de Deus ou qualquer coisa assim - hamadríades, arcanjos, nuvens radioativas, demônios que fossem. Nunca os via. Nunca via nada além das paredes de repente tão vazias sem ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Só quem já teve um dragão em casa pode saber como essa casa parece deserta depois que ele parte. Dunas, geleiras, estepes. Nunca mais reflexos esverdeados pelos cantos, nem perfume de ervas pelo ar, nunca mais fumaças coloridas ou formas como serpentes espreitando pelas frestas de portas entreabertas. Mais triste: nunca mais nenhuma vontade de ser feliz dentro da gente, mesmo que essa felicidade nos deixe com o coração disparado, mãos úmidas, olhos brilhantes e aquela fome incapaz de engolir qualquer coisa. A não ser o belo, que é de ver, não de mastigar, e por isso mesmo também uma forma de desconforto. No turvo seco de uma casa esvaziada da presença de um dragão, mesmo voltando a comer e a dormir normalmente, como fazem as pessoas banais, você não sabe mais se não seria preferível aquele pântano de antes, cheio de possibilidades - que não aconteciam, mas que importa? - a esta secura de agora. Quando tudo, sem ele, é nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Hoje, acho que sei. Um dragão vem e parte para que seu mundo cresça? Pergunto - porque não estou certo - coisas talvez um tanto primárias, como: um dragão vem e parte para que você aprenda a dor de não tê-lo, depois de ter alimentado a ilusão de possuí-lo? E para, quem sabe, que os humanos aprendam a forma de retê-lo, se ele um dia voltar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Não, não é assim. Isso não é verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Os dragões não permanecem. Os dragões são apenas a anunciação de si próprios. Eles se ensaiam eternamente, jamais estréiam. As cortinas não chegam a se abrir para que entrem em cena. Eles se esboçam e se esfumam no ar, não se definem. O aplauso seria insuportável para eles: a confirmação de que sua inadequação é compreendida e aceita e admirada, e portanto - pelo avesso igual ao direito - incompreendida, rejeitada, desprezada. Os dragões não querem ser aceitos. Eles fogem do paraíso, esse paraíso que nós, as pessoas banais, inventamos - como eu inventava uma beleza de artifícios para esperá-lo e prendê-lo para sempre junto a mim. Os dragões não conhecem o paraíso, onde tudo acontece perfeito e nada dói nem cintila ou ofega, numa eterna monotonia de pacífica falsidade. Seu paraíso é o conflito, nunca a harmonia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Quando volto apensar nele, nestas noites em que dei para me debruçar à janela procurando luzes móveis pelo céu, gosto de imaginá-lo voando com suas grandes asas douradas, solto no espaço, em direção a todos os lugares que é lugar nenhum. Essa é sua natureza mais sutil, avessa às prisões paradisíacas que idiotamente eu preparava com armadilhas de flores e frutas e fitas, quando ele vinha. Paraísos artificiais que apodreciam aos poucos, paraíso de eu mesmo - tão banal e sedento - a tolerar todas as suas extravagâncias, o que devia lhe soar ridículo, patético e mesquinho. Agora apenas deslizo, sem excessivas aflições de ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;As manhãs são boas para acordar dentro delas, beber café, espiar o tempo. Os objetos são bons de olhar para eles, sem muitos sustos, porque são o que são e também nos olham, com olhos que nada pensam. Desde que o mandei embora, para que eu pudesse enfim aprender a grande desilusão do paraíso, é assim que sinto: quase sem sentir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... é assim que me sinto : quase sem sentir .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-3935575746678676649?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/3935575746678676649/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=3935575746678676649' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/3935575746678676649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/3935575746678676649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2009/01/eu-tenho-um-drago-tive-no-sei-acho-que.html' title='Eu tenho um dragão ... tive , não sei ... acho que tenho, mas ele fugiu . Ainda tenho queimaduras por te-lo enfurecido ....'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SXnyovKBV3I/AAAAAAAAACE/XTOXgU4RUI0/s72-c/a+menina+e+o+drag%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-2350216490463260755</id><published>2009-01-07T07:16:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T07:34:50.521-08:00</updated><title type='text'>Coragem ... é o que a vida quer da gente .</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SWTLCGPWQhI/AAAAAAAAABk/CM2L5MfuQ9M/s1600-h/Foto+001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 210px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SWTLCGPWQhI/AAAAAAAAABk/CM2L5MfuQ9M/s320/Foto+001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288575099334967826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos ultimos dias tenho feito repetidos links  com fatos que aconteceram em 2006 ... nem vou detalhar estes fatos , primeiro por considera-los super pessoais , mas principalmente por isso ser irrelevante na minha reflexão aqui .&lt;br /&gt;Essa ponte entre as lembranças de 2006 e o ano 2009,   recém iniciado , me levou a viagens interessantes  , e, assim, resolvi fuçar meu baú, a procura deste meu espaço querido, deste meu canto de Sophia .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadureci , eu sei, e isso me basta para aceitar  que estes ultimos três anos passaram quase que despercebidos por mim, mas , mesmo assim ,  foram talvez os mais importantes da minha vida .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha 2009 .  Marianne, Presente !!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" O Correr da vida embrulha tudo.&lt;br /&gt;A vida é assim:&lt;br /&gt;esquenta e esfria,&lt;br /&gt;aperta e daí afrouxa,&lt;br /&gt;sossega e depois desinquieta.&lt;br /&gt;O que ela quer da gente é coragem."&lt;br /&gt;( Guimarães Rosa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-2350216490463260755?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/2350216490463260755/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=2350216490463260755' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/2350216490463260755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/2350216490463260755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2009/01/coragem-o-que-vida-quer-da-gente.html' title='Coragem ... é o que a vida quer da gente .'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_U0ErW-HweQU/SWTLCGPWQhI/AAAAAAAAABk/CM2L5MfuQ9M/s72-c/Foto+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-116143004699542739</id><published>2006-10-21T03:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-21T21:39:36.886-07:00</updated><title type='text'>É o Mundo Plano ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/1600/colombo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/320/colombo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nossa&lt;br /&gt;Piração total o livro de Thomas L Friedman.&lt;br /&gt;Acredito que nos próximos dias escreverei muito sobre isso, pq a leitura do livro realmente esta me tomando de corpo e alma .&lt;br /&gt;O que Colombo nos diria de tudo isso hoje ?&lt;br /&gt;Friedman fala da globalização 3.0. No início houve a globalização dos países, depois a das empresas e agora é a recém-descoberta capacidade dos indivíduos de colaborarem e concorrerem no âmbito mundial.  Somos hoje todos vizinhos de porta , graças aos inumeros aplicativos de softwares conjugados à criação de uma rede de fibra óptica em escala planetária .&lt;br /&gt;Aplainamos a terra !&lt;br /&gt;Legal , estamos interligando todos os centros de conhecimento do planeta e costurando uma única rede global, isso pode inclusive nos ajudar a salvar o planeta . Sera ??&lt;br /&gt;Comungo com Friedman o receio das consequencias negativas deste aplainamento de terreno , pois certamente não irá só agregar e expandir as boas oportunidades .&lt;br /&gt;A pergunta que me faço hoje é&lt;br /&gt;Como eu me insiro neste contexto global ?&lt;br /&gt;Como posso colaborar com outras pessoas , em âmbito global , evitando que este brinquedo caia nas mãos daqueles que estão acabando com nosso planeta ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitor Hugo profetizou que no século XX as guerras acabariam, as fronteiras desapareceriam, o dogma morreria - e o homem viveria . "Ele posuirá algo superior a estas coisas - um grande país , a Terra Una ...e uma grande esperança, todo o céu".&lt;br /&gt;Onde esta nossa Terra Una ?&lt;br /&gt;Como podemos alcança-la ?&lt;br /&gt;Oremos e lutemos : "Venha o Teu Reino"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Neste momento terno e pensativo&lt;br /&gt;Aqui sentado a sós&lt;br /&gt;Sinto que existem noutras terras outros homens&lt;br /&gt;Ternos e pensativos,&lt;br /&gt;Sinto que posso dar uma espiada&lt;br /&gt;Por cima e avistá-los&lt;br /&gt;Na França, Espanha, Itália e Alemanha&lt;br /&gt;Ou mais longe ainda&lt;br /&gt;No Japão, China ou Rússia,&lt;br /&gt;Falando outros dialetos,&lt;br /&gt;E sinto que se me fosse possível&lt;br /&gt;Conhecer esses homens&lt;br /&gt;Eu poderia bem ligar-me a eles&lt;br /&gt;Como acontece com homens de minha terra,&lt;br /&gt;Ah e sei que poderíamos&lt;br /&gt;Ser irmãos ou amantes&lt;br /&gt;E que com eles eu estaria feliz."&lt;br /&gt;(WALT WHITMAN)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-116143004699542739?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/116143004699542739/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=116143004699542739' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/116143004699542739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/116143004699542739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2006/10/o-mundo-plano.html' title='É o Mundo Plano ?'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-116096087921629424</id><published>2006-10-15T17:07:00.000-07:00</published><updated>2006-10-21T21:43:29.276-07:00</updated><title type='text'>Conspiremos  !!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/1600/walt-whitman.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/320/walt-whitman.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Eu sou aquele que vai com a noite&lt;br /&gt;tenra e crescente,&lt;br /&gt;e invoco a terra e o mar&lt;br /&gt;que a noite leva pela metade.&lt;br /&gt;Aperte mais, noite de peito nu!&lt;br /&gt;Aperte mais, noite nutriz magnética!&lt;br /&gt;Noite dos ventos do sul,&lt;br /&gt;noite das poucas estrelas grandes!&lt;br /&gt;Noite silenciosa que me acena&lt;br /&gt;– alucinada noite nua de verão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorria, ó terra cheia de volúpia,&lt;br /&gt;de hálito frio!&lt;br /&gt;Terra das árvores líquidas e dormentes!&lt;br /&gt;Terra em que o sol se põe longe,&lt;br /&gt;terra dos montes cobertos de névoa!&lt;br /&gt;Terra do vítreo gotejar da lua&lt;br /&gt;cheia apenas tinta de azul!&lt;br /&gt;Terra do brilho e sombrio encontro&lt;br /&gt;nas enchentes do rio!&lt;br /&gt;Terra do cinza límpido das nuvens,&lt;br /&gt;por meu gosto mais claras e brilhantes!&lt;br /&gt;Terra que faz a curva bem distante,&lt;br /&gt;rica terra de macieiras em flor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorria: o seu amante vem chegando!&lt;br /&gt;Pródiga, amor você tem dado a mim:&lt;br /&gt;o que eu dou a você, por tanto, é amor&lt;br /&gt;– indizível e apaixonado amor!&lt;br /&gt;Walt Whitman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez .. ja faz mais de um ano , encontrei no meu caminho uma figura singular , e pra esta pessoa finalmente consegui falar o que eu sentia mas que parecia tão fora do normal .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse :&lt;br /&gt;"sabe essas coisas que acontecem na vida da gente e .. a unica reação que conseguimos ter é agradecer ... tô bem assim ...&lt;br /&gt;a dias , não, a meses as coisas estão " acontecendo" ... e se encaixando ... uma surpresa atrás da outra ... é minha busca por minha origem , origem esta que eu desconhecia , mas a cada dia reconheço mais pela sensação de familiaridade .. meio assim : é bom estar chegando em casa , rs&lt;br /&gt;e... o contato com vc , hoje , eu sei, tbem faz parte desta minha metamorfose ... consegue imaginar minha emoção ? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali tudo começou !!&lt;br /&gt;Esta pessoinha maravilhosa , meu querido e velho companheiro de viagem , Mario Sérgio que me mostrou  que eu não estava só , e que eu estava na verdade só começando a mais fantástica experiencia que qualquer ser humano pode ter : a VIDA !!!&lt;br /&gt;Eu estou consciente de estar participando de uma fantastica conspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jung dizia que o mundo não vive sem um mito orientador .&lt;br /&gt;Os antigos mitos , desconfigurados em sua sabedoria , só vem gerando mais conflitos .&lt;br /&gt;É necessário um novo mito para a sociedade .&lt;br /&gt;Joseph Campbell buscou encontrar qual seria o novo mito orientador para nossa época .&lt;br /&gt;Em dezembro de 1968, ao se deparar com a foto da Terra tirada da Lua pelos astronautas da nave Apolo 8, teve um insight, e compreendeu de imediato que a ciência com sua tecnologia mais avançada estava nos mostrando, sem palavras, que esse mito é o despertar para a consciência de que a Terra é a nosa casa, e que se precisamos urgentemente preservar toda a vida que nela existe , e cuidar com compaixão de todas as pessoas e da natureza , sem preconceitos , sem fronteiras, sem qualquer discriminação." ( Ciência , Espiritualidade e Cura , Fco di Biase e Mario Sérgio F da Rocha )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso , pra isso estamos aqui .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-116096087921629424?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/116096087921629424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=116096087921629424' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/116096087921629424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/116096087921629424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2006/10/conspiremos.html' title='Conspiremos  !!'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-116086657927753144</id><published>2006-10-14T15:44:00.000-07:00</published><updated>2006-10-21T21:41:44.816-07:00</updated><title type='text'>Om Mani Padme Hum</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/1600/om%20mani%20padme%20hum.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/320/om%20mani%20padme%20hum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Delicia sentir novamente a conexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei e que bom que alguém cantava pra mim , sempre me olhando de longe ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando o sol de cada dia entrar&lt;br /&gt;Chamando por vc&lt;br /&gt;Querendo te acordar&lt;br /&gt;Vai ter sempre alguém pra receber&lt;br /&gt;Dizer pra esperar&lt;br /&gt;Você ja vai chegar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pra olhar a casa&lt;br /&gt;E alguém que regue o seu jardim&lt;br /&gt;Até você voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é normal acontecer&lt;br /&gt;Se num entardecer&lt;br /&gt;A dor te visitar&lt;br /&gt;Vai ter sempre alguém pra socorrer&lt;br /&gt;Fazer o seu jantar&lt;br /&gt;Dormir no seu sofá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a noite passa por mim&lt;br /&gt;Eu rego o seu jardim&lt;br /&gt;Você ja vai voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço as pessoinhas de ouro que tenho no meu caminho, e que sempre me fazem ver que este caminho não tem volta , pq aqui é bom demais .&lt;br /&gt;Valeu Telma , Mario Sérgio, Crislinda , Marisa, minha mãezinha Sai, Alexandre Daniel, minha linda Edna, minha amada Margarete, minha mana Karlota , que eu lovo de montão... pessoas lindas que pouco falam , mas me dão a certeza de que muita coisa boa ainda está por vir .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiro minha sandália, porque a Terra é Santa !!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-116086657927753144?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/116086657927753144/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=116086657927753144' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/116086657927753144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/116086657927753144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2006/10/om-mani-padme-hum.html' title='Om Mani Padme Hum'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-114546869849947319</id><published>2006-04-19T10:29:00.000-07:00</published><updated>2006-04-19T10:44:58.533-07:00</updated><title type='text'>Um momento de silêncio no caos acústico</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/1600/sabedoria.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/400/sabedoria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma oração a Mãe - Santa Sofia ( sagrada sabedoria)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh Sabedoria Antiga&lt;br /&gt;mãe de todas nós:&lt;br /&gt;Vem até nós, tuas filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serena-nos. Acalma-nos.&lt;br /&gt;Ensina-nos a ouvir nossa respiração.&lt;br /&gt;Fala-nos nas batidas de nosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concede-nos um espaço seguro e silencioso,&lt;br /&gt;Onde podemos vislumbrar ( ainda que parcialmente),&lt;br /&gt;o caminho da santidade&lt;br /&gt;E colocar nossos pés sobre ele. Amém .&lt;br /&gt;(Linda T. Finney - Seattle, EUA ) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-114546869849947319?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/114546869849947319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=114546869849947319' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114546869849947319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114546869849947319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2006/04/um-momento-de-silncio-no-caos-acstico.html' title='Um momento de silêncio no caos acústico'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-114524686791151369</id><published>2006-04-16T20:44:00.000-07:00</published><updated>2006-04-16T21:07:47.973-07:00</updated><title type='text'>Et c'est fini</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/1600/MIAMORCOLORADA.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/320/MIAMORCOLORADA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Putz , acabou o feriado .&lt;br /&gt;Quase nada consegui fazer ... é sempre assim, né ?&lt;br /&gt;Mas, estou feliz . Ontem consegui reiniciar a troca de idéias com Pedro , no syxt. Dessa vez falamos sobre &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e-learning, ja vi que aprenderei um bocado.&lt;br /&gt;Hoje passei o dia entre papeis e papai , papai e papéis !&lt;br /&gt;Não sei o que foi mais complicado, mas valeu passar o domingo de páscoa com papai e minha boadrasta .&lt;br /&gt;Ah, e quanto aos papéis , juro que pra declaração do IR do ano que vem , estarei mais organizada :-))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sophia quer sonhar , amar, criar ...&lt;br /&gt;Eu queria muito ter "viajado" mais neste feriado, mas , tudo bem , outro vem aí .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Prá não dizer que não falei das flores , lembrei  :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"eu gosto dos venenos mais lentos&lt;br /&gt;dos cafés mais amargos&lt;br /&gt;das bebidas mais fortes&lt;br /&gt;e tenho&lt;br /&gt;apetites vorazes&lt;br /&gt;uns odores&lt;br /&gt;que sinto chegar&lt;br /&gt;eu sonho&lt;br /&gt;os delírios mais soltos&lt;br /&gt;os gestos mais loucos&lt;br /&gt;que há&lt;br /&gt;e sinto&lt;br /&gt;uns desejos vulgares&lt;br /&gt;navegar por uns mares&lt;br /&gt;de lá&lt;br /&gt;você pode me empurrar pro precipício&lt;br /&gt;não me importo com isso&lt;br /&gt;eu adoro voar ..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e voou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-114524686791151369?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/114524686791151369/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=114524686791151369' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114524686791151369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114524686791151369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2006/04/et-cest-fini.html' title='Et c&apos;est fini'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-114501348385496525</id><published>2006-04-14T03:26:00.000-07:00</published><updated>2006-04-14T04:18:04.450-07:00</updated><title type='text'>Sexta-feira Santa</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/1600/cruz.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/400/cruz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Feriado , dia nublado.&lt;br /&gt;Clima acinzentado, triste ... o que aconteceu ?&lt;br /&gt;Toda a natureza em sintonia com o que a data lembra ?&lt;br /&gt;Acordei cedo, animada, e com minha caneca de café fui observar meu quintal.&lt;br /&gt;Há um sentimento de reverência , sim .&lt;br /&gt;O que é a sexta-feira santa prá mim ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Silêncio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rubem Alves&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma bolha sobe do fundo do mar ...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma palavra sobe das funduras do nosso silêncio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;inesperada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;impensada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;emissária de um mundo esquecido,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;perdido:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;suspiro,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nosso mistério,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nossa verdade,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;oração.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Há palavras que dizemos porque delas nos lembramos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Possuídas, guardadas, ficam lá, à espera,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e vêm, obedientes, como animais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;domésticos...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas há palavras que não dizemos: elas se dizem,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;apesar de esquecidas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não são nossas :&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;moram em nós, sem permissão, intrusas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e não atendem a nossa voz.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;São como o Vento,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que sopra onde quer.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e não sabemos nem como veio e nem para onde vai.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só ouvimos o sopro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nós dizemos : só ouvimos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assim as palavras da oração, esquecidas:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;elas se dizem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fica a surpresa de que um pássaro selvagem como aquele&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;more em nós sem que o soubéssemos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A palavra que diz a nossa verdade não habita em nosso saber,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foi expulsa da moradia dos pensamentos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sua aparência era estranha, dava medo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Agora habita em porões,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mais no fundo:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;longe do que sabemos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ali, onde não pensamos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ao abrigo da luz diurna,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;no lugar dos sonhos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;suspiros sem palavras.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Elas são tímidas .&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não se misturam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Falam uma língua estranha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Babel,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que não entendemos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dizem do ar frio das montanhas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e da escuridão dos abismos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas somos moradores das planícies&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;onde todos falam para não ouvir ...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Temos medo das palavras que habitam as bolhas submarinas,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por isso falamos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Matracas: ferro na madeira;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;clate/clate/clate/clate/clate,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;palavras &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;contra a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Palavra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Horror ao silêncio: nele moram as palavras de que fugimos:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sobem do fundo do mar quando se sabem sozinhas ...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Entra no silêncio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;longe de muitas palavras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e escuta uma única Palavra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que irá subir do fundo do mar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma unica Palavra é mais poderosa que muitas:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pureza de coração é desejar uma coisa só ...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma única palavra:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;aquela que dirias &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;se fosse a última a ser dita.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Basta ouvir uma vez e, então,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;o silêncio...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como Vênus, brilhante,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;na imensidão azul do sol poente...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Antes que tu a tivesses ouvido,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;o seu suspiro já reverberava pela eternidade ...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enquanto ela morava no teu esquecimento,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deus já a ouvia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e tremia ...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Faze silêncio...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ouve...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-114501348385496525?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/114501348385496525/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=114501348385496525' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114501348385496525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114501348385496525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2006/04/sexta-feira-santa.html' title='Sexta-feira Santa'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-114493033228897299</id><published>2006-04-13T04:10:00.000-07:00</published><updated>2006-04-13T05:12:12.310-07:00</updated><title type='text'>The Day After</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/1600/goethe1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/320/goethe1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira de páscoa.&lt;br /&gt;Lindo dia de outuno ... céu azul, brisa fresca !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava em como dividir este espaço de forma que eu pudesse colocar aqui &lt;em&gt;todos&lt;/em&gt; &lt;em&gt;meus&lt;/em&gt; &lt;em&gt;insights&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Ontem , ao dormir, folheei Fausto e lembrei que M. Berman cita Fausto de Goethe , no livro "Tudo que é sólido desmancha no ar".&lt;br /&gt;Para Berman, Fausto retrata mudanças sociais e econômicas, reproduzindo a transformação e as vertigens dos amplos movimentos de toda a sociedade .&lt;br /&gt;Tudo isso está me vindo a tona ,por conta da pesquisa para meu trabalho de faculdade sobre cultura organizacional.&lt;br /&gt;Mas, a analogia é excelente .&lt;br /&gt;Fausto passa por três metamorfoses :&lt;br /&gt;na primeira - O Sonhador - ele luta para encontrar um meio de expressar a grandeza de sua vida interior através das ações do mundo exterior .&lt;br /&gt;na segunda - O Amador - Fausto aprende a amar&lt;br /&gt;na terceira - O Fomentador - fausto aprende a construir e a destruir, conectando sua existência pessoal às forças sociais , políticas e econômicas .&lt;br /&gt;A força vital que gera sua riqueza, dinamismo e ímpeto transformador é seu desejo de desenvolvimento, um processo dinâmico que funde autodesenvolvimento e desenvolvimento social/economico e une todas as experiências humanas ( Thomaz Wood Jr).&lt;br /&gt;Legal, né ?&lt;br /&gt;Então, por hora , Sophia copiará Fausto, se subdividindo em &lt;strong&gt;"Sophia que Sonha"&lt;/strong&gt; , &lt;strong&gt;"Sophia que Ama" &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;" Sophia que Cria".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ah, estou amando isso tudo !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro de Leitura&lt;br /&gt;Johann Wolfgang von Goethe ( 1749-1832)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais singular livro dos livros&lt;br /&gt;É o Livro do Amor;&lt;br /&gt;Li-o com toda atenção:&lt;br /&gt;Poucas folhas de alegrias,&lt;br /&gt;De dores cadernos inteiros.&lt;br /&gt;Apartamento faz uma seção.&lt;br /&gt;Reencontro ! Um breve capítulo,&lt;br /&gt;Fragmentário. Volumes de mágoas&lt;br /&gt;Alongados de comentários,&lt;br /&gt;Infinitos, sem medida.&lt;br /&gt;Ó Nisami! - mas no fim&lt;br /&gt;Achaste o justo caminho;&lt;br /&gt;O insolúvel, quem o resolve ?&lt;br /&gt;Os amantes que tornam a encontra-se .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-114493033228897299?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/114493033228897299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=114493033228897299' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114493033228897299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114493033228897299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2006/04/day-after.html' title='The Day After'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25966068.post-114486325766389058</id><published>2006-04-12T10:18:00.000-07:00</published><updated>2006-04-12T10:34:17.673-07:00</updated><title type='text'>Nasceu meu blog !!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/1600/mulher%20gr??vida.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7322/2718/320/mulher%20gr%3F%3Fvida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Como se faz para pintar uma flor&lt;br /&gt;que nasceu de um sonho de criança&lt;br /&gt;com que tintas se pinta uma ilusão&lt;br /&gt;e com que cores se colore o amor&lt;br /&gt;Como se faz para escrever canções&lt;br /&gt;que falem da luz daqueles olhos tristes&lt;br /&gt;que falem do riso que não se escutou&lt;br /&gt;e do que a gente nunca se esqueceu&lt;br /&gt;Como se faz para não se esquecer&lt;br /&gt;do que foi somente um dia a mais na vida&lt;br /&gt;do que é feita a ilusão da vida&lt;br /&gt;e de que cor eu pinto o esquecer&lt;br /&gt;Não sei de cores e não sei pintar&lt;br /&gt;sei bem demais só de esquecimento&lt;br /&gt;mas como vou pintar este momento&lt;br /&gt;em que pergunto como é que se faz "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina Werneck&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é , não faço idéia de como se faz&lt;br /&gt;Mas, o caminho se faz caminhando ,&lt;br /&gt;e antes que tudo caia no esquecimento&lt;br /&gt;aqui registrarei minhas impressões .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25966068-114486325766389058?l=filocantodesophia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/feeds/114486325766389058/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25966068&amp;postID=114486325766389058' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114486325766389058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25966068/posts/default/114486325766389058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filocantodesophia.blogspot.com/2006/04/nasceu-meu-blog.html' title='Nasceu meu blog !!'/><author><name>Marianne Maier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10164928326444727524</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
